Torres de arrefecimento com circuito aberto [Descarregue este caso de aplicação como ficheiro PDF]

Nas torres de arrefecimento, o desenvolvimento bacteriano nas superfícies (biofilme) pode causar sérios problemas, quer contribuindo com a degradação dos materiais quer, de maneira mais relevante, incrementando o risco de perigosas contaminações microbiológicas (por ex. Legionella pneumophila). Por esses motivos, grandes quantidades de substâncias químicas (biocidas) são utilizadas para limitar o crescimento bacteriano em tais sistemas.
Nessa torre de arrefecimento com circuito aberto, o tratamento biocida foi efetuado a intervalos regulares e vários parâmetros foram monitorizados em tempo real. Todavia, antes da instalação do Sensor de Biofilme ALVIM, não era efetuado qualquer deteção das bactérias em tempo real.
Considerando o fato que a sonda ALVIM sinaliza:
- a adição de solução de agentes oxidantes por meio de um imediato e amplo incremento do sinal, e
- o crescimento de biofilme por meio de um incremento relativamente lento do sinal, a partir de uma linha de base (nesse caso, cerca de 850 mV; indicada na Figura por uma linha verde tracejada) até um platô (cerca de 1200 mV),
observando o gráfico mostrado a seguir, é possível notar que, durante os primeiros dez dias, não é detetado qualquer crescimento de biofilme. Para verificar a capacidade do sensor de detetar esse crescimento bacteriano, o tratamento biocida é suspenso por alguns dias. Em breve tempo (de 10 a 15 dias, na Figura) o sinal do biofilme começa a subir, consequentemente o tratamento biocida é retomado. O Sensor ALVIM mostrou que o tratamento removia parcialmente o biofilme (dias de 16 a 20), mas esse tratamento não foi capaz de destruir completamente a camada de bactérias. De facto, a partir do dia 22 até o dia 46, o sinal do biofilme mostrou um gradual aumento, após cada dosagem de biocidas, indicando que o biofilme ainda estava crescendo, mesmo se numa fase de desenvolvimento muito precoce. O 46º dia é efetuada uma limpeza manual da sonda, para verificar se o sinal ALVIM é realmente correlato à presença e ao crescimento de biofilme. Após a limpeza manual, o sinal ALVIM abaixa até o nível inicial, indicando que o biofilme foi removido completamente. Todavia, nos próximos dias, o sinal aumentou novamente, apesar das dosagens de biocidas (dias de 47 a 66), continuando a indicar que esse tratamento não era capaz de eliminar completamente o biofilme.

O Sensor ALVIM forneceu uma precisa e precoce indicação de alarme acerca do crescimento do biofilme evidenciando, nesse caso, a necessidade de um tratamento de sanificação adicional, de maior intensidade, a ser aplicado pelo menos ocasionalmente. Esses dados confirmam que, graças ao Sistema ALVIM, é possível regular os tratamentos biocidas/sanificadores com base nas informações fornecidas em tempo real pelo Sensor, verificando, ao mesmo tempo, a eficácia desses tratamentos. Desse modo, a proliferação de bactérias potencialmente perigosas, como Legionella, pode ser prevenida com eficácia.
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